Quem é o fonoaudiólogo?

O fonoaudiólogo é um profissional de Saúde e Educação, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua de forma autônoma e independente nos setores público e privado. É responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas (Conselho Regional de Fonoaudiologia - 2° Região).

domingo, 9 de dezembro de 2012

Dia 9 de Dezembro - Dia do Fonoaudiólogo

O Fonoaudiólogo - profissional da área de saúde com formação superior em Fonoaudiologia - cuida dos distúrbios da fala, audição, escrita, leitura e demais problemas que afetam a comunicação humana. A profissão foi regulamentada no Brasil em 9 de dezembro de 1981, através da lei no 6.965, daí a razão da escolha da data para homenagear os fonoaudiólogos. De acordo com o Conselho Federal de Fonoaudiologia, Audiologia, Linguagem, Motricidade Oral e Voz são as especialidades reconhecidas na profissão e, conseqüentemente, áreas de atuação do fonoaudiólogo. Atuando em consultórios, clínicas, hospitais, postos de saúde, escolas e instituições especializadas, o fonoaudiólogo trata as disfunções da fala e escrita e desempenha importante papel na integração social de pessoas com tais deficiências. Pode também auxiliar profissionais que precisam da voz para executar determinadas atividades como professores, políticos, locutores e artistas, além de elaborar programas de redução de ruído em fábricas e indústrias e reeducar músculos da cabeça e pescoço de portadores de aparelhos dentários.




O fonoaudiólogo pode atuar em quatro áreas distintas: - Audiologia: realiza exames audiológicos para verificar a audição dos pacientes; selecionar e adaptar aparelhos de surdez e habilitar ou reabilitar deficientes auditivos. Uma pessoa pode desconfiar de alguma doença auditiva ao avaliar a capacidade de audição. Baixa audição é sinal de que algo está errado e deve ser verificado junto a um especialista que pode ser o fonoaudiólogo. E a avaliação deve ser feita ainda no bebê. Desde o quinto mês de gestação, os bebês já são capazes de reconhecer a voz da mãe. - Linguagem: reconhece problemas relacionados ao aprendizado da língua, habilita crianças com atraso ou deficiência de linguagem, ou pacientes que adquiriram a linguagem, mas a perderam por algum motivo, como derrame cerebral, por exemplo. Os problemas de linguagem podem se manifestar de forma variada como retardo na emissão das primeiras palavras, deficiência na formação de frases; omissões e acréscimos de sons na fala; troca de fonemas; gagueira, entre outros. Após reconhecer o problema, o fonoaudiólogo deve corrigir as disfunções, através de estimulação, de acordo com o caso. - Motricidade oral: é a área que se concentra na musculatura da face, boca e língua. O fonoaudiólogo soluciona problemas relacionados à sucção, mastigação, deglutição, respiração e fala. Pode auxiliar quem posiciona a língua de modo errado ou engole alimentos de forma incorreta, de modo a contribuir para o mau alinhamento dentário. Também pode facilitar a respiração nasal de quem respira pela boca. - Voz: o fonoaudiólogo que atua nessa área pode não só prevenir os distúrbios da voz como aperfeiçoá-la. A voz é produzida nas pregas ou cordas vocais, passando pelas cavidades oral e nasal e faringe, que funcionam como amplificadores naturais. Quando se torna áspera, muito rouca ou de difícil emissão, é sinal de que pode estar sendo afetada por algum problema que deve ser diagnosticado. O fonoaudiólogo também pode trabalhar com idosos, ensinando exercícios para estimular e tonificar a musculatura facial, as qualidades da voz e o uso adequado da respiração, além de fornecer técnicas que proporcionam o uso correto da postura, respiração e impostação vocal a quem trabalha na área de telemarketing e em meios de comunicação oral. O curso superior em Fonoaudiologia tem duração média de quatro anos e disciplinas básicas da área de Medicina, Psicologia e Pedagogia. Além de matérias específicas da área de Matemática e Física, e aulas de Fonética e Lingüística. Fonte: www.velhosamigos.com.br

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

26 de Setembro - Dia Nacional do Surdo

A Comunidade Surda Brasileira comemora em 26 de setembro, o Dia Nacional do Surdo, data em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. A Federação Mundial dos Surdos já celebra o Dia do Surdo internacionalmente a cada 30 de setembro. No Brasil, o dia 26 de setembro é celebrado devido ao fato desta data lembrar a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1857, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES‐Instituto Nacional de Educação de Surdos. Toda esta história começou em 26 de setembro de 1857, durante o Império de D. Pedro II, quando o professor francês Hernest Huet fundou, com o apoio do imperador o Imperial Instituto de Surdos Mudos. Huet era surdo. Na época, o Instituto era um asilo, onde só eram aceitos surdos do sexo masculino. Eles vinham de todos os pontos do país e muitos eram abandonados pelas famílias.


Fontes: www.fcee.sc.gov.br Direito de Ouvir

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes - 21 de setembro

O Dia Nacional de Luta das Pessoas Deficientes foi instituído pelo movimento social em Encontro Nacional, em 1982, com todas as entidades nacionais. Foi escolhido o dia 21 de setembro pela proximidade com a primavera e o dia da árvore numa representação do nascimento de reivindicações de cidadania e participação plena em igualdade de condições.
Esta data é comemorada e lembrada todos os anos desde então em todos os estados. Serve de momento para refletir e buscar novos caminhos em nossas lutas, e também como forma de divulgar nossas lutas por inclusão social.




Lei Nº 11.133, DE 14 DE JULHO DE 2005 Institui o Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência.
O VICE–PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA REPÚBLICA:
- Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1o É instituído o Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência, que será celebrado no dia 21 de setembro. Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 14 de julho de 2005; 184o da Independência e 117o da República.
JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA
Erenice Guerra
Fonte: http://www.cedipod.org.br/








terça-feira, 13 de março de 2012

Respiração Oral

Respiração é o processo pelo qual o organismo troca o oxigênio e dióxido de carbono com o ambiente.
A respiração pelo nariz é essencial para a nossa saúde. Quando respiramos pelo nariz o ar é filtrado, umidificado e aquecido protegendo assim, as vias aéreas. Respirando pelo nariz podemos também sentir melhor o cheiro e o gosto dos alimentos.
Na respiração oral não ocorre nada disso, sendo a boca uma porta de entrada para infecções e problemas respiratórios.

Os fatores que impedem a respiração nasal são:
- hipertrofia de (amígdalas) e adenóides
- desvio de septo
- rinite
- sinusite
- bronquite

Quando ocorre alguns desses impedimentos há a obstrução das vias aéreas superiores fazendo com que o indivíduo respire pela boca.
Isso traz muitas consequências ruins como hipofunção dos músculos elevadores da mandíbula (a criança fica com a boca aberta), lábio superior curto e retraído, face longa, hipotonia dos órgãos fonoarticulatórios (tônus diminuído dos músculos mastigatórios, lábios e língua) e inadequação das posturas orais, acarretando vários problemas como deglutição incorreta, troca de fonemas na fala, alterações odontológicas como palato ogival (céu da boca profundo e estreito), estreitamento maxilar e alterações da oclusão dentária.




A respiração oral ainda pode causar muitos efeitos na saúde em geral. São observados problemas de postura corporal, de nutrição - a criança é obrigada a comer rápido sem mastigar direito para conseguir respirar, aí ela come muito, ou comer muito devagar e pouco porque tem necessidade de fazer pausas para respirar, já que tem que respirar e comer pela boca ao mesmo tempo, o que gera esforço e cansaço. Elas evitam brincadeiras de correr, jogar bola, porque se cansam muito, o sono é agitado, a oxigenação no cérebro é menor- a criança já acorda cansada e vai pra escola sonolenta ou, por vezes agitada, sem conseguir manter a atenção e concentração e isso lhe acarreta baixo rendimento escolar.
A criança tem aparência de cansada, pálida, apresenta olheiras, mau hálito e há diminuição do crescimento.




Essas são as alterações que podem ser observadas no respirador oral, bastante nocivas por sinal, mas não necessariamente ele vai apresentar todas elas.

É muito importante os pais ficarem atentos, se a criança apresentar algumas dessas manifestações é imprescindível que procure um médico o mais breve possível.

Se for diagnosticada como respiradora oral provavelmente ela irá precisar de acompanhamento médico - otorrinolaringologista e alergista, fisioterápico, fonoaudiológico e ortodôntico.

O trabalho fonoaudiológico nesses casos, tem como objetivo promover qualidade de vida aos pacientes possibilitando a respiração correta.

É realizado um treinamento para ensinar a utilizar o nariz e exercícios para adequar todas as estruturas orofaciais (postura e adequação do tônus da musculatura) e suas funções (respiração, mastigação, deglutição e fala). Esse trabalho auxilia o tratamento ortodôntico, proporcionando assim, um crescimento harmonioso e equilibrado da face.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Teste da Orelhinha


Logo que nasce, após 48 horas, todo bebê deve ser submetido ao Teste da Orelhinha ainda na maternidade.

Mas que teste é esse?

Esse exame consiste na colocação de um fone na orelha do bebê acoplado a um computador que emite sons de fraca intensidade e capta as respostas que a orelha interna do bebê produz. Objetiva determinar o limiar da resposta auditiva, pois a análise de seus traçados permitirá caracterizar o tipo de perda auditiva e localização da lesão, caso houver.
É realizado com o bebê dormindo, em sono natural. Não é invasivo, não dói, não machuca e não causa desconforto. Não precisa de picadas ou sangue do bebê, não tem contra-indicações e dura em torno de 10 minutos.
Em nosso meio é atualmente chamado de PEATE ( Potencial evocado auditivo do tronco encefálico) devido a especificidade do termo e por ser uma nomenclatura da língua portuguesa.

A importância de se fazer o exame

Um dos sentidos mais importantes para o desenvolvimento completo da criança é a audição. O bebê já escuta desde bem pequeno, na barriga da mamãe. Isso acontece a partir do quinto mês de gestação, onde ele ouve os sons do corpo da mamãe e sua voz.
Já nesta fase a criança começa a adquirir a linguagem, por meio da audição e da experiência que ela tem com os sons.
Qualquer perda na capacidade auditiva, mesmo que pequena, impede a criança de receber adequadamente as informações sonoras que são essenciais para a aquisição da linguagem.
Usamos o termo "bebês de risco para a surdez" aqueles casos em que já existe um histórico de surdez na família ou naqueles casos que se enquadram na tabela a seguir:
INFECÇÃO INTRAUTERINA - provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose

ANOMALIAS CRÂNIO-FACIAIS - deformações que afetam a orelha e/ou o canal auditivo (p.ex.: duto fechado), fissura lábio-palatina

PESO INFERIOR A 1.500 GR AO NASCER

HIPERBILIRUBINEMIA - doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirubina. Ele precisa tomar banho de luz e em alguns casos fazer exosangüíneo transfusão

MEDICAÇÃO OTOTÓXICAS - uso de antibióticos do tipo aminoclicosídeos que podem afetar o ouvido interno

MENINGITE BACTERIANA - a surdez é umas das conseqüências possíveis quando o bebê tem este tipo de meningite

NOTA APGAR MENOR DO QUE 4 NO PRIMEIRO MINUTO DE NASCIDO E MENOR DO QUE 6 NO QUINTO MINUTO - Todo bebê quando nasce, recebe uma nota, composta por uma avaliação que inclui muitos fatores. Agpa era o nome do médico que inventou o teste.

VETILAÇÃO MECÂNICA EM UTI NEONATAL POR MAIS DE 5 DIAS - quando o bebê teve que ficar entubado por não conseguir respirar sozinho

OUTROS SINAIS FÍSICOS ASSOCIADOS À SÍNDROMES NEUROLÓGICAS - p.ex.: Síndrome de Down ou de Waldemburg

É imprescindível o exame tanto em crianças sem problemas como para os bebês de risco logo ao nascer, para um diagnóstico precoce visando prevenção e os cuidados auditivos. Segundo pesquisas em bebês normais, a surdez varia de 1 a 3 crianças em cada 1.000 nascimentos, já em bebês de UTI Neonatal, varia de 2 a 6 em cada 1.000 recém-nascidos.
Na maioria das vezes, as crianças com perda auditiva e consequente distúrbio da fala e da linguagem devem ser atendidas por uma equipe multidisciplinar composta por pediatras, neurologistas pediátricos, otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos e psicólogos. Esse acompanhamento deve ser integral, devendo iniciar-se tanto na fase do diagnóstico quanto na fase de terapia.

Agora é LEI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010, que torna obrigatória e gratuita a realização do exame chamado Emissões Otoacústicas Evocadas, mais conhecido como Teste da Orelhinha.

Mamães, exijam o DIREITO de seus filhos, peçam pra fazer o teste logo depois do nascimento do bebê. A intervenção tardia não traz resultados positivos, nem para a criança e nem para a família. O diagnóstico após os 6 meses de vida traz prejuízos inaceitáveis para o desenvolvimento da criança e sua relação com a família e o mundo.

Se for detectada a perda auditiva?

Descobertas recentes têm indicado que as crianças com perda auditiva podem adquirir habilidades de linguagem similar às crianças com audição normal, caso a intervenção ocorra até os 6 meses de idade. Portanto, procure o mais cedo possível um fonoaudiólogo. Ele é quem irá indicar o uso do aparelho auditivo , fazer a seleção do modelo mais indicado para cada caso, consequentemente a adaptação e a (re) habilitação.
Um fator que faz o diferencial para a evolução da linguagem é o grau de envolvimento familiar. Na prática, melhores resultados são obtidos quando se tem o suporte da família no processo de (re) habilitação e na inclusão da criança na sociedade.