Quem é o fonoaudiólogo?

O fonoaudiólogo é um profissional de Saúde e Educação, com graduação plena em Fonoaudiologia, que atua de forma autônoma e independente nos setores público e privado. É responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas miofuncional, orofacial, cervical e de deglutição. Exerce também atividades de ensino, pesquisa e administrativas (Conselho Regional de Fonoaudiologia - 2° Região).

domingo, 20 de setembro de 2020

O impacto negativo devido ao excesso do uso de aparelhos eletrônicos no desenvolvimento infantil.

Estamos vivendo um momento nunca vivido antes, em que uma pandemia nos forçou a ficar em isolamento social. Muitos enclausurados em suas casas sem poder ao menos trabalhar, as crianças sem poder frequentar a escola, grande parte delas sem ter contato com outras crianças, por um longo período, sem poder brincar ao ar livre. 



Com as crianças em casa, pais trabalhando em home-office e tendo que dar conta de manter a casa "funcionando" o que era um problema antes, o uso de dispositivos eletrônicos, virou uma necessidade, as aulas escolares passaram a acontecer de modo on-line. 

O que fez tudo ficar um problema mais sério ainda é que mesmo fora do horário de aula as crianças continuam com os olhos "grudados" nas telas. 

Venho aqui propor aos pais uma reflexão para que possamos minimizar as consequências negativas, que esse mau hábito está causando, que podem ser definitivas nas vidas dos nossos jovens e crianças. 

💬A começar pelas crianças mais novas, ao contrário do que muitos pais imaginam, estes equipamentos não promovem a orientação e a interação que os pequenos precisam. Para o desenvolvimento natural da linguagem, da fala e global, elas precisam se comunicar, verbalizar, errar, serem corrigidas e os aparelhos eletrônicos não dão estas possibilidades, pelo contrário, inibem muitas dessas ações. 

Além disso, o uso exagerado de celular, tablet e TV geram novas doenças como a chamada "síndrome de demência digital", causada pelo uso excessivo da tecnologia e que atrapalham muito o desenvolvimento infantil, ocasionando perda nas habilidades cognitivas e na memória. Isso sem falar na obesidade, sedentarismo, insônia,  agressividade, hiperatividade e nos problemas de atenção relacionados ao excesso de uso das telas eletrônicas, o que se aplica a crianças mais velhas também.

👨‍💻Mesmo que o mundo esteja cada vez mais conectado, essa digitalização que tanto ajuda a evoluir a humanidade no sentido da rapidez e facilidade de acesso à informação, pode estar  causando efeito contrário se usado de forma inadequada, indiscriminada e excessiva.  As consequências são a perda de um tempo precioso de contato visual, vínculo afetivo e integração familiar gerado por essa hiperestimulação visual.

Quanto tempo seu filho passa na frente de uma tela ao longo do dia? Ele tem o dispositivo sempre à mão, na hora que quer e por tempo indefinido? 

😔Infelizmente observa-se que muitas vezes celular, tablet e TV são  utilizados como  “cala a boca” e sinalizam para a criança que a interação interpessoal não é necessária, levando inclusive a comportamentos comuns nos diagnósticos do espectro autista em indivíduos normotípicos, assim é necessário estar atento e lembrar sempre que na infância é construída a identidade pessoal e que o desenvolvimento da linguagem ocorre a partir da interação e dos modelos de comunicação dos adultos.



👀Crianças de até cinco anos de idade não devem passar mais de 60 minutos por dia em atividades passivas diante de uma tela de smartphone, computador ou TV. A recomendação foi divulgada em 24/04/2019 pela Organização Mundial da Saúde , que alertou ainda que bebês com menos de 12 meses de vida não devem passar nem um minuto na frente de dispositivos eletrônicos. 

As orientações da organização internacional determinam que crianças de um a quatro anos de idade devem estar ativas por pelo menos 180 minutos ao longo do dia. A OMS aconselha que meninos e meninas nessa faixa etária passem três horas em atividades como caminhar, engatinhar, correr, pular, se balançar, escalar, dançar, pedalar, pular corda e outros passatempos.

Dos três aos quatro anos de idade, 60 minutos dessas atividades devem ser “de intensidade moderada a vigorosa”, de acordo com as diretrizes da agência da ONU.

🧏Mas o que pode substituir esses dispositivos eletrônicos? 

Aí proponho a voltarmos no tempo. Tempo esse que as crianças brincavam em vez de ficar estáticas assistindo a vídeos ou jogando games, à nossa infância, ao que nós vivemos. É só lembrarmos do quanto éramos felizes praticando atividades que demandavam movimentos com o corpo, propiciavam contato com a natureza e interação com pessoas, que estimulavam a fantasia, o faz de conta, a formulação de ideias, a expressão corporal, que traziam estímulos visuais, táteis, auditivos, gustativos, olfativos. Tudo que nós tivemos na nossa infância e hoje não propiciamos às nossas crianças e que podem fazer a diferença na vida delas. Vale à pena nos propormos a viver essas experiências com nossas crianças, ah... Se vale.

Vejamos alguns exemplos de atividades:

  • Brincar no jardim
  • Fazer pinturas e trabalhos manuais
  • Dar um passeio caminhando ou de bicicleta
  • Tirar fotografias
  • Fazer um biscoito, bolo, salada, ou outro prato juntos
  • Fazer um piquenique
  • Fazer uma cabana de lençol e brincar de faz de conta
  • Ler para a criança e conversar sobre o que foi lido
  • Brincadeiras ao ar livre como pular corda cantando cantigas, jogar bola, pique-esconde, apostar corrida, subir em árvore, soltar pipa, pular amarelinha e tudo que a imaginação permitir
  • Natação
  • Ouvir músicas, cantar, dançar, tocar um instrumento
  • Colocar a criança para ajudar nas tarefas domésticas de acordo com o que é possível para sua idade ajuda a desenvolver suas habilidades motoras, de concentração, de organização, noção de espaço, tempo, noção de cooperação, entre outras: organizar suas coisas, dobrar suas roupas, tirar o lixo, ajudar por a mesa, enxugar louça, limpar seus sapatos, organizar gavetas, arrumar a sua cama, limpar a poeira dos móveis, etc.


Então papai e mamãe, lembrem-se:
  • A melhor forma de ajudar seu filho a se desenvolver integralmente é interagindo de forma constante com ele. 
  • O Brincar é necessário para toda criança e propicia uma relação familiar saudável
  • Se sujar é uma forma de experienciar o mundo, não um problema
  • Telas eletrônicas não são brinquedos.
  • O adulto de amanhã é a criança de hoje e seu filho precisa de você para construir o seu futuro. 
👩🏼‍⚕️ Autora: Fonoaudióloga: Jakeline Baldim - CRFa 2-3387-6


Fontes: 

  • https://nacoesunidas.org/oms-divulga-recomendacoes-sobre-uso-de-aparelhos-eletronicos-por-criancas-de-ate-5-anos/
  • Manual da Mamãe

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Atividade: Estória Maluca

Olá! Hoje quero compartilhar com vocês um vídeo que gravei de uma atividade para fazer com as crianças em casa.

Quando a sua criança se habitua a assistir vídeos no celular, tablet ou desenho na TV passa a não ter interesse por interagir com as pessoas e com o ambiente. Isso se torna um problema, pois a criança deixa de brincar.

Uma criança aprende e desenvolve várias habilidades que são pré requisitos para o desenvolvimento cognitivo, da linguagem, da fala e de socialização brincando sabia? Brincar é coisa séria e necessária.

Faça pelo menos 1 atividade lúdica com seu filho todos os dias. Para isso não é necessário gastar muito e ter materiais prontos e muito elaborados. Veja só: 👇

Pegue uma revista ou qualquer outro material impresso que contenha figuras e uma tesoura, sente ao lado da criança e peça ajuda para escolher e recortar figuras de seu interesse e diga com empolgação que vão fazer uma brincadeira bem legal! Ela vai querer se envolver na atividade 😉😊.

Aprenda assistindo o vídeo abaixo como preparar o material e como fazer.

Com esta atividade você estará estimulando de forma lúdica a linguagem, a expressão verbal, cognição, vocabulário, raciocínio rápido, elaboração de estórias e criatividade e até a coordenação motora.


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Chupar dedo ou chupeta, será que pode?



Primeiramente vou explicar o que é a sucção nutritiva.
É uma função primordial para a sobrevivência do recém-nascido, pois é por meio da sucção que o bebê obtém seu alimento. 
Como a natureza é sábia, o reflexo de sucção já está presente por volta da 18ª / 20ª semana de vida intra-uterina. 

Logo após o nascimento do bebê os pais se questionam sobre oferecer ou não a chupeta a ele. 
O fato é que além da função nutritiva, a sucção também é uma fonte de prazer e a chupeta realmente serve para acalmar a criança, sendo assim, os pais utilizam a sucção não nutritiva (uso da chupeta) na tentativa de deixar o bebê mais tranquilo. 
Mas muitos pais temem que o uso dela possa causar dependência ou problemas de dentição e fala. Digo sim,  pode. Vou explicar.

O bebê precisa usar chupeta? 
Bebês pré-termo (com menos de 37 semanas), hipotônicos e/ou que apresentem dificuldade para sugar seio materno, podem beneficiar-se do uso da chupeta, desde que esta seja ortodôntica e utilizada com o monitoramento de um fonoaudiólogo habilitado para treino de motricidade orofacial.
Para os bebês nascidos de termo (37 a 40 semanas), que não apresentem dificuldade para amamentar, a chupeta deveria preferencialmente ser evitada, já que crianças que mamam ao peito normalmente não precisam deste complemento. 
O uso de bicos artificiais pode levar ao fenômeno da "confusão de bicos", uma forma errônea do bebê posicionar a língua e sugar o peito, levando-o ao desmame precoce. 
Portanto a criança que mama ao peito não necessita de mamadeira, bico ou chupeta. 

Outro hábito nocivo é a sucção digital (dedo), também não nutritiva, que é mais prejudicial que a chupeta e deve ser evitada. Quer entender o porquê?
Altmann (1990) explica que para sugar o dedo, a criança deve manter os lábios abertos e a mandíbula rebaixada, causando hipotonia dos músculos labiais e dos elevadores da mandíbula. Mantendo a língua projetada, o que causará deglutição incorreta já que o dedo está ocupando toda a cavidade oral. 
Chupar dedo, quase sempre, significa algum problema emocional. No entanto, muitas vezes é puro hábito que restou. A medida que a idade avança as chances de parar de chupar dedo espontaneamente vão diminuindo, tornando-se um infortúnio para a criança e a família. 
Se for inevitável o hábito de sucção não nutritiva o uso da chupeta causará menos danos que a sucção do dedo.


O uso racional da chupeta
 
Se a família optar pelo uso da chupeta, deverão ser conhecidos alguns aspectos importantes para minimizar os possíveis transtornos causados por esta. Deverá ser considerada um "instrumento" para realizar os exercícios de sucção, e não um brinquedo ou "parte do vestuário" da criança. Esses aspectos importantes são: 
Frequência 
O uso deverá ser mínimo, sendo indicado só em momentos de stress ou para adormecer. 
Duração 
Deverá ser usada apenas até o bebê se acalmar ou adormecer. Quando normalmente ele a larga não deve ser recolocada. Se a chupeta permanecer interposta entre os lábios, a criança pode perder a "memória" muscular de permanecer com a boca fechada, o que é fundamental para que respire corretamente pelo nariz. 
Idade 
Com o amadurecimento da criança, a sucção passa a ser substituída pela mastigação e sorção (tomar líquidos no copo), o que envolve outros músculos, e deverão ser estimuladas pelos pais. Assim, o uso da chupeta deverá ser interrompido. O "prazo" para organizar a vida da criança sem a chupeta é até os dois anos, quando a fala fica mais desenvolvida.
Tipo 
A forma ideal é anatômica (aquela "achatada", antes chamada "ortodôntica"), pois se adapta perfeitamente à cavidade bucal da criança e permite um maior contato da língua com o palato durante a deglutição.
De preferência sem argolas, para que não se pendure correntes nem fraldas (evitando o risco de estrangulamento) e para evitar que a criança fique apoiando a mãozinha (prejuízo ao lábio inferior). O tamanho deve acompanhar a idade. O material de preferência é o silicone, que deforma menos e é mais higiênico. 
Observar para que a chupeta não seja colocada invertida. 

Quais as consequências do uso inadequado da chupeta?




O uso incorreto da chupeta, associado ao padrão genético da criança, poderá produzir problemas bucais e de oclusão (mordida), que podem ser: 
mordida aberta (dentes de cima não encostam nos de baixo, dentes de cima projetados para frente e os de baixo para trás); mordida cruzada posterior (a parte de cima fica "apertada", mal desenvolvida, e não encaixa com a de baixo), alteração na fala e no padrão de mastigação e deglutição, alteração dos padrões respiratórios, hipotonia muscular orofacial, postura incorreta de língua e lábios, deformidade no palato duro e até o sorriso da criança (estética). 
Com todas essas alterações a criança necessitará de tratamento ortodôntico, fonoaudiológico, psicológico e muitas vezes cirúrgico também. Aí eu lhe pergunto: _ Vale à pena?




Tratamento fonoaudiológico 
O tratamento fonoaudiológico nesses casos deve acontecer concomitantemente ao tratamento ortodôntico. A terapia tem como objetivo a adequação da postura de língua e lábios, do tônus da musculatura orofacial e reabilitação das funções orofaciais (respiração, mastigação, deglutição e fala), por meio de exercícios e treinamento específicos. 

Como desestimular o uso da chupeta 
Um bom truque é furar a ponta da chupeta para que mude a sensação ao sugar. Tente delimitar o tempo de uso e o espaço físico, mostrando ao bebê que a chupeta é só para dormir e, portanto, não sai do berço. Não colocar várias chupetas à disposição da criança, pois facilita sua recolocação e pode estimular o uso. A remoção deverá ser gradativa e bem conversada com a criança, sem ameaças nem punições. 
A chupeta deverá então ser usada com estes cuidados, para que não vire um hábito, nem tenha seu uso desnecessário. Mas devemos lembrar mais uma vez que o hábito de sucção, quando instalado, poderá estar relacionado a fatores emocionais, sendo sua remoção delicada, relacionada ao desenvolvimento da criança e seu ambiente psicoafetivo.

Autora: Fga Jakeline Baldim

quinta-feira, 16 de abril de 2020

16 de Abril - Dia Mundial da Voz




16 de Abril é o dia Mundial da Voz. Proposto em 2002 e comemorado pela primeira vez em 2003. Pode-se afirmar que o seu objetivo foi alcançado – dar visibilidade à voz.

É unanimemente reconhecido que a população em geral está muito mais alerta às alterações da voz, e que tem permitido o diagnóstico precoce de novas doenças.

Nós fonoaudiólogos não podemos deixar de alertar que o mais importante é a prevenção. Para nos prevenir de problemas com a nossa voz é imprescindível que cuidemos dela. Vão aqui algumas recomendações:

1- NÃO GRITE: aquele grito repentino e rápido que se dá para chamar alguém ou chamar a atenção não é saudável. É um dos hábitos mais agressivos para a voz. Quando gritamos, acontece um forte atrito das pregas vocais o que pode causar os "calos".

2- HIDRATAÇÃO: a água é fundamental para manter a hidratação e saúde também do aparelho vocal. O ideal é beber pelo menos dois litros de água por dia, de preferência em temperatura ambiente.

3- EVITE REFRIGERANTES: esse tipo de bebida pode modificar a espessura da saliva e, neste caso, acontecem pigarros e tosses para tentar “limpar” a garganta e isso irrita as pregas vocais. Para pessoas que tem refluxo gastroesofágico, o excesso de refrigerante pode piorar ainda mais o quadro, por causa de excesso de gás.

4- NÃO FUME: o cigarro é o melhor aliado da tosse, da irritação das pregas vocais e do impulso para o pigarro. É também o grande causador do câncer de laringe. O mero contato com a fumaça liberada pelo fumo é prejudicial à saúde vocal.

5- NO CASO DE DOR, NÃO FAÇA USO DE PASTILHAS POR CONTA PRÓPRIA: pastilhas são eficientes contra irritações simples, mas podem mascarar a dor e, assim, a doença pode evoluir sem você perceber. Mesmo as pastilhas devem ser de preferência indicadas pelo médico.

6- EVITE AMBIENTES COM AR-CONDICIONADO: ele retira a umidade do ar, sendo assim resseca a mucosa das pregas vocais, agravando a irritação em pessoas predispostas.

7- POEIRA/MOFO: alérgicos, evidentemente devem evitar ficar longos períodos em lugares com muita poeira, cheiros fortes e mofo porque podem provocar inchaço e irritação na mucosa da garganta e nariz.

8- SOM ALTO: evite a competição vocal, na balada ou durante eventos ruidosos é praticamente impossível conversar – por isso as pessoas costumam falar alto para se comunicar, provocando esforço extra das pregas vocais.

9- COMA MAÇÃ: é a fruta mais indicada para fazer a limpeza vocal, evitando que a saliva mais grossa chegue à laringe. Tem ação adstringente, que promove alívio.

10- ALIMENTAÇÃO: para quem trabalha com a voz, é importante evitar alguns alimentos antes de atividade vocal mais intensa. O leite e seus derivados provocam um engrossamento da saliva. Isso pode dificultar a articulação e a correta vibração das pregas vocais. No dia a dia evite consumir temperos fortes que facilitam o aumento de secreções gástricas que podem prejudicar também as pregas vocais.

Autora: Jakeline Baldim

Fontes: 
Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia
www.diamundialdavoz.com

sábado, 21 de março de 2020

Dia Internacional da Síndrome de Down


O dia 21 de março é uma data importante: é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Será que você tem algum amigo com Síndrome de Down? Já parou para pensar no que é isso?

A Síndrome de Down é um acontecimento genético natural e universal. Isso quer dizer que a síndrome não é resultado da ação ou do descuido de mães ou pais, como muitos pensam. E nem é uma doença. Ela é causada por um erro na divisão das células durante a formação do bebê (ainda feto). Só para você ter uma idéia, de cada 700 bebês que nascem, UM tem Síndrome de Down. Por isso, qualquer mulher, independente da raça ou classe social pode ter um bebê Down. Até hoje, a ciência ainda não descobriu os motivos que provocam essa alteração genética, portanto não há como evitar.




Genética

Você já deve ter ouvido falar que todas as características de uma pessoa - a cor da pele, dos olhos, o tipo e cor dos cabelos, a altura e tudo mais – são herdados (transmitidas) dos pais, certo? Como? Por meio dos genes. São os genes, presentes nos cromossomos, que carregam tudo o que somos. Cromossomos são pedacinhos do núcleo das células que contém as características que cada um de nós herda do pai e da mãe.

Mas mesmo sabendo que existem semelhanças entre as pessoas com Down, não há exames que determinem, no nascimento, como a pessoa (criança, depois adolescente e adulto) vai evoluir durante a sua vida. Mas hoje, com as descobertas da medicina, sabe-se que para a criança down desenvolver todo seu potencial é importante que, desde cedo, seja amada e estimulada pelos pais, irmãos e profissionais habilitados.

A alteração genética das crianças com Down faz com que todas elas sejam muito parecidas e tenham as seguintes características:

1 - hipotonia (flacidez muscular, o bebê é mais molinho);
2 - comprometimento intelectual (a pessoa aprende mais devagar);
3 - aparência física (uma das características físicas são os olhinhos puxados).


 Aceitar as diferenças

Atualmente, a Síndrome de Down é mais conhecida, o que permite mais qualidade de vida, melhores chances e desenvolvimento para os portadores. Mas, infelizmente, esse avanço ainda não foi suficiente para acabar com um dos principais obstáculos que as pessoas com Down enfrentam: o preconceito.

O fim da exclusão

Já houve várias novelas e filmes que mostraram que os portadores da síndrome podem ter uma vida normal, embora necessitem de cuidados. Há alguns anos, a novela "Páginas da Vida" mostrou a menina Clara, uma criança com Síndrome de Down. Até alguns anos atrás, poucos sabiam que quem possui a síndrome é capaz de trabalhar e até de atuar como fez a atriz mirim Joana Mocarzel, que representou a Clara.

Sabia que existem ações para diminuir a exclusão social da pessoa com Down? Confira quais são:
- a transmissão das informações corretas sobre o que é a síndrome;
- o convívio social;
- a garantia de espaço para participar de programas voltados ao lazer, à recreação, ao turismo e à cultura;
- capacitação de profissionais de Recursos Humanos para avaliar adequadamente pessoas com Síndrome de Down, entre outras.


A data

O dia 21 de março foi escolhido pela associação "Down Syndrome International" para ser o Dia Internacional da Síndrome de Down em referência ao erro genético que a provoca. Todo mundo tem 23 pares de cromossomos. Quem tem Down tem três cromossomos no par de número 21 (daí a data 21/03).

Fonte: Instituto Meta Social